O FUNDADOR DO OPUS DEI EM SÃO PAULO (fioretti-VI)

A ESCADA DO AMOR
Era o dia 26 de maio de 1974, no Centro de Convívios Sítio da Aroeira, em Santana de Parnaíba.
Na tarde desse dia, após diversas atividades, São Josemaria Escrivá reuniu-se com as suas filhas que se ocupavam da Administração doméstica da casa.
Uma menina de pouca estatura e muita simpatia perguntou-lhe como poderia viver melhor o amor a Deus no cumprimento dos pequenos deveres do trabalho cotidiano, das “coisas pequenas”.
«Minha filha – respondeu-lhe −, o Opus Dei, como todas as coisas grandes, está feito de coisas pequenas».
  Lá estava também o pe. Álvaro del Portillo (beatificado em 27 de setembro de 2014), que apontou sorrindo para ela dizendo-lhe que ela era uma dessas coisas pequenas de que o Opus Dei está feito. Isso deu pé para que São Josemaria traçasse um belo panorama de santidade:
– «Muito pequenina de estatura…, mas vocês são muito grandes. Tem muita importância o que é pequeno, minha filha. Também estes edifícios grandes de São Paulo estão feitos na base de grãozinhos de cimento, de areia, de peças de ferro… Tudo tem muita importância… Você procure “estar” nos detalhes, porque são o que temos ao alcance da mão. Você, ainda que seja um “toquinho” assim, está subindo uma escada. Temos a escada do amor, minhas filhas: façam as coisas por amor a Jesus Cristo, para ajudá-lo a carregar a Santa Cruz, nesta terra de Santa Cruz; façam por amor a Santa Maria. E então o pequeno se torna grande, e você já não é mais um “toquinho”, mas está tocando o Céu com a cabeça”.
No dia seguinte, 27 de maio, São Josemaria falava a um grupo de universitários e, com outras palavras, transmitia-lhes a mesma mensagem:
– «Amar a Deus – dizia – não é difícil. Há alguns que pensam que Deus está longe, longe, longe … Deus está no nosso trabalho cotidiano, no de cada qual, no que fazemos com a cabeça ou com as mãos. Deus está no cumprimento do dever pessoal e das obrigações próprias de cada estado de vida. Deus nosso Senhor, que é um Pai  – um Pai boníssimo!  –, olha para nós com um carinho imenso. E não só não está longe, mas está perto, tão perto que o temos dentro de nós mesmos, no centro da nossa alma em graça, enquanto procuramos viver em seu Amor».
Textos extraídos do livro de F. Faus São Josemaria Escrivá no Brasil, Quadrante 2007, pág.92