Mês de Maria: Novena a Nossa Senhora (2)

SEGUNDO DIA – MARIA E A ESPERANÇA
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Meditar com São Josemaria
Porque Maria é Mãe, a sua devoção nos ensina a ser filhos: a amar deveras, sem medida; a ser simples…; a estar alegres, sabendo que nada pode destruir a nossa esperança. [É Cristo que passa, n. 143].
Mestra de esperança, Maria proclama que a «chamarão bem-aventurada todas as gerações » (Lc I, 48)… Como contrasta a esperança de Nossa Senhora com a nossa impaciência! … Somos muitas vezes incapazes de perseverar no esforço, de manter a esperança. Porque nos falta a fé.  [Amigos de Deus, n. 286].
Mãe! – Chama-a bem alto, bem alto. – Ela, tua Mãe Santa Maria, te escuta, te vê em perigo talvez, e te oferece, com a graça de seu Filho, o consolo de seu regaço, a ternura de suas carícias. E te encontrarás reconfortado para a nova luta [Caminho, n. 516].
Maria subiu aos céus em corpo e alma, os anjos se alvoroçam! … A fé nos confirma que aqui em baixo, na vida presente, estamos em tempo de peregrinação, de viagem… Mas a nossa Mãe nos precedeu e nos indica já o termo do caminho: repete-nos que é possível lá chegar, e que lá chegaremos, se formos fiéis. [É Cristo que passa, n. 177].
Peçamos a Santa Maria, «Spes nostra» [esperança nossa], que nos inflame na aspiração santa de morarmos todos juntos na casa do Pai. Nada nos poderá preocupar, se decidirmos ancorar o coração no desejo da verdadeira Pátria: o Senhor nos conduzirá com a sua graça e levará a barca, com bom vento, a tão claras ribeiras [Amigos de Deus, n. 221].
Oração
Minha Mãe, Mestra de Esperança! Recorro à tua intercessão, cheio de confiança filial, pedindo-te que me alcances a graça de viver «alegre na esperança» em todas as circunstâncias da vida (cf. Rm 12,12): quando as coisas espirituais e materiais correm bem; quando parece que os esforços são estéreis; quando a luta é suave e quando é árdua; quando tudo dá certo e quando tudo aparentemente é um fracasso.
Ajuda-me a ter a virtude teologal da esperança – apoiada no amor onipotente e misericordioso de Deus – «como âncora da alma, firme e sólida» (Hebr 6,19), fixada no céu, onde reina eternamente teu Filho Jesus, «sempre vivo para interceder por nós» (Hebr 7,25).
Faz com que, mesmo nos momentos de maior cerração e tormenta, não deixe de  ouvir a voz cálida e segura de Cristo que me diz: «Não temas, crê somente!» (Lc 8,50), «eu estou convosco todos os dias» (Mt 28,20).
E que, assim, com essa esperança, possa repetir com São Paulo: «Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus… Se Deus é por nós, quem será contra nós? Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará com ele todas as coisas?… Quem acusará os escolhidos de Deus? Cristo Jesus, que morreu, mais ainda, que ressuscitou e está à direita de Deus, intercedendo por nós?» (Rm 8,28 e 31-34).
Tu, Mãe, és Medianeira de todas as graças, e só de graça de Deus é que eu preciso. A virtude da esperança me dará a certeza de que, para vencer nas lutas por alcançar a santidade e cumprir a minha missão, com teu auxílio, «não me faltará graça alguma» (cf. 1 Cor 1,7). E que, até nos piores momentos, Jesus me falará, como a São Paulo: «Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força» (2 Cor, 12,9).
Mãe, «porta do Céu», confio também plenamente em que, por tua intercessão, um dia poderei alcançar a graça da perseverança final e chegar assim ao abraço eterno de Deus no Céu. «Como será maravilhoso quando o nosso Pai nos disser: “Servo bom e fiel, porque foste fiel nas pequenas coisas, eu te confiarei as grandes: entra na alegria do teu Senhor” (Mt 25,21)» (Amigos de Deus, n. 221).