Mês de Maria: Novena a Nossa Senhora (3)

TERCEIRO DIA – MARIA E O AMOR A DEUS
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Meditar com São Josemaria
 [Do amor a Deus] a Escritura canta com palavras ardentes: «As águas copiosas não puderam extinguir o amor nem os rios arrastá-lo» (Cant 8,7). Foi este amor que cumulou sempre o Coração de Santa Maria, até enriquecê-la com entranhas de Mãe para com a humanidade inteira. Na Virgem, o amor a Deus confunde-se também com a solicitude por todos os seus filhos [Amigos de Deus, n. 237].
É isso o que explica a vida de Maria: o seu amor. Um amor levado até ao extremo, até ao esquecimento completo de si mesma, feliz de estar onde Deus a quer, cumprindo com esmero a vontade divina. Isso é o que faz com que o menor de seus gestos não seja nunca banal, mas cheio de conteúdo. Maria, nossa Mãe, é para nós exemplo e caminho. Temos que procurar ser como Ela, nas circunstâncias concretas em que Deus quis que vivêssemos [É Cristo que passa, n. 148].
Coração Dulcíssimo de Maria, dá força e segurança ao nosso caminho na terra: sê tu mesma o nosso caminho, porque tu conheces as vias e os atalhos certos que, por meio do teu amor, levam ao amor de Jesus Cristo [É Cristo que passa, n. 178].
O amor à nossa Mãe será sopro que atice em fogo vivo as brasas de virtude que estão ocultas sob o rescaldo da tua tibieza [Caminho, n. 492].
Doce Mãe…, Maria, doce Senhora: que o Amor não seja em nós falso incêndio de fogos fátuos…; que seja verdadeiro incêndio voraz, que ateie e queime tudo quanto toque [Forja, n. 57].
Oração
Minha Mãe Imaculada, Mestra de Amor a Deus! Tu, que viveste sempre envolta pelo mistério do Amor inefável da Trindade, mantém acesa em mim a certeza de que «Deus é Amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele» (1 Jo 4,16).
Faz, minha Mãe, com que eu tenha sempre presente o que escrevia São Paulo: «O amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5,5); e que entenda o que essa verdade significa. Concretamente, que veja:
– que, se tenho o Espírito Santo dentro da alma em graça, Deus me comunicará a força, a capacidade sobrenatural de amá-Lo – apesar de todas as minhas fraquezas e erros –, «com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças» (Mc 12,30).
– lembra-me, além disso,  que «Deus nos amou primeiro» (1 Jo 4,19), e que Ele se adiantou e continua a adiantar-se sempre a amar-nos,  ainda que nós não tenhamos feito nada de bom: «Quando nós ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós» (Rm 5,8).
Mãe, que eu nunca esqueça que o amor de Deus já me foi dado e está sendo oferecido a toda hora, também quando eu o recuso e o ofendo com o pecado. Faz com que eu me lembre sempre de que o retrato de Deus é a  figura do pai do filho pródigo: um coração aberto, uma porta aberta, uns braços estendidos, um generosidade ilimitada para acolher, abraçar e cumular de dons o filho que volta arrependido (Lc 15,20-24).
Faz, minha Mãe, que eu entenda que este amor que perdoa está sempre à minha espera no Sacramento da Reconciliação, na Confissão, pronto para me encher de paz e fortalecer a minha alma. Que essa paz de Deus inflame em mim o desejo de participar mais e melhor na «loucura de Amor da Sagrada Eucaristia» (Caminho, n. 432).
Assim, «como filho muito amado» (cf.. Ef 5,1-2), poderei realizar cada vez com maior perfeição os meus deveres cotidianos – familiares, profissionais, sociais –, que são a trilha do amor e da santidade que Deus preparou para mim.