Mês de Maria: Novena a Nossa Senhora (4)

QUARTO DIA – MARIA E O AMOR AO PRÓXIMO
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Meditar com São Josemaria
Se caminhamos pela mão da Santíssima Virgem, Ela fará com que nos sintamos irmãos de todos os homens: porque somos todos filhos desse Deus de quem Ela é Filha, Esposa e Mãe. – Os problemas dos outros devem ser problemas nossos… –Maria, Mãe de Jesus nos ajudará a reconhecer Jesus que passa ao nosso lado, que se nos torna presente nas necessidades dos nossos irmãos, os homens [É Cristo que passa, n. 145].
Mãe compassiva, trono da graça: nós te pedimos que saibamos compor na nossa vida e na vida dos que nos rodeiam, verso a verso, o poema singelo da caridade, «como um rio de paz» (Is 48, 18). Pois tu és um mar de inesgotável misericórdia [É Cristo que passa, n. 187].
Se nos identificarmos com Maria, se imitarmos as suas virtudes, poderemos conseguir que Cristo nasça, pela graça, na alma de muitos que se identificarão com Ele pela ação do Espírito Santo. Se imitarmos Maria, participaremos de algum modo na sua maternidade espiritual [Amigos de Deus, n. 281].
Santa Maria, «Rainha dos Apóstolos», rainha de todos os que suspiram por dar a conhecer o amor de teu Filho: tu, que entendes tão bem as nossas misérias, pede perdão por nossa vida: … pela luz que deixou de iluminar; pelo sal que se tornou insípido. Mãe de Deus, Onipotência Suplicante: traze-nos, junto com o perdão, a força para vivermos verdadeiramente de fé e de amor, para podermos levar aos outros a fé de Cristo [É Cristo que passa, n. 175].
Oração
Minha mãe, Mestra de caridade, de amor ao próximo! Como gostaria de ter um coração semelhante ao teu! O Anjo Gabriel te anuncia que serás a Mãe de Deus; no meio da Anunciação, ele te faz saber de passagem que a tua prima Isabel, já idosa, vai ter um filho, e basta tu saberes disso para esquecer-te de ti mesma e correr «com pressa» à casa da prima para ajudá-la (cf. Lc 1, 39 ss).
Eu te peço que me alcances de teu Filho a graça da caridade: de amar, de dar-me, de servir sempre os outros. Concede-me a graça do esquecimento próprio, para que eu seja capaz de dedicar-me generosamente aos demais, sem cálculos mesquinhos, sem pedir nada em troca. Faz com que me convença de que «mais do que em “dar”,  a caridade está em “compreender”» (cf. Caminho, n. 463), e que me esforce «por perdoar sempre os que me ofendem, desde o primeiro instante», lembrando-me de que «mais me tem perdoado Deus a mim» (Caminho, n. 452).
Ajuda-me, Mãe de misericórdia, a viver como nos pede São Paulo: «Como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra alguém. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós» (Col 3,12-13).
Que eu esteja disposto a rezar e a praticar as obras de misericórdia, para auxiliar, material e espiritualmente, os que sofrem, os abandonados, os pobres, os doentes, os aflitos, os que ignoram e erram, os que se sentem sós… , a começar por aqueles que convivem e trabalham comigo. E que não me esqueça de que «um homem e uma sociedade que não reajam perante as tribulações ou as injustiças, e não se esforcem por aliviá-las, não são nem homem nem sociedade à medida do amor do Coração de Cristo» (É Cristo que passa, n. 167).
Ajuda-me também a fazer um exame de consciência sobre o meu apostolado, aplicando à minha vida estas palavras: «Tens de procurar que haja, no meio do mundo, muitas almas que amem a Deus de todo o coração. É hora de fazer contas: quantas ajudaste tu a descobrir esse Amor?» (Forja, n. 898).