Mês de Maria: Novena a Nossa Senhora (5)

QUINTO DIA – MARIA E A HUMILDADE
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Meditar com São Josemaria
«Porque viu a baixeza da sua escrava…» –  Cada dia me persuado mais de que a humildade autêntica é a base sobrenatural de todas as virtudes! – Fala com Nossa Senhora, para que Ela nos vá adestrando em caminhar por essa senda [Sulco, n. 289].
Que humildade, a de minha Mãe Santa Maria! – Não a vereis entre as palmas de Jerusalém, nem – afora as primícias de Caná – à hora dos grandes milagres. – Mas não foge ao desprezo do Gólgota; ali está «junto à cruz de Jesus», sua Mãe [Caminho, n. 507].
Tens de sentir a necessidade de te veres pequeno, desprovido de tudo, fraco. Então lançar-te-ás no regaço da nossa Mãe do Céu, com jaculatórias, com olhares de afeto, com práticas de piedade mariana… – Ela te protegerá [Forja, n. 354].
Minha Mãe! As mães da terra olham com maior predileção para o filho mais fraco, para o mais doente, para o mais curto de cabeça, para o pobre aleijado… – Senhora! Eu sei que tu és mais Mãe que todas as mães juntas… – E como eu sou teu filho… E como sou fraco, e doente… e aleijado… e feio… [Forja, n. 234].
Não estás só … Não sentes na tua mão, pobre criança, a mão da tua Mãe, é verdade. – Mas…não tens visto as mães da terra, de braços estendidos, seguirem os seus meninos quando se aventuram, temerosos, a dar os primeiros passos sem ajuda de ninguém? – Não estás só; Maria está junto de ti [Caminho, n. 900].
Ser criança exige abandonar-se como se abandonam as crianças, crer, como creem as crianças, pedir como pedem as crianças. – São coisas que aprendemos no trato com Maria [É Cristo que passa, n. 143].
Oração
Santa Maria, Serva humilde do Senhor! Escuto teu Filho, que diz: «Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29); ouço-o também repetir várias vezes: «Todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado» (Lc 14,11); e leio na Bíblia, tanto no Antigo como no Novo Testamento, que «Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes» (Prov 3,34; Tg 4,6; 1 Pdr 5,5)… Leio, ouço, sei disso… mas, como me custa assimilá-lo!
Desejaria muito alcançar a humildade, apesar de que tantas vezes falho, deixando-me dominar pelo orgulho, o amor próprio ferido, a vaidade…
Por isso recorro a ti, minha Mãe. Teu exemplo me enamora e me incentiva. Que alegria ouvir as  palavras do teu cântico de louvor a Deus, o Magnificat: «…Meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque Ele olhou para a humilde condição da sua serva…  Desconcertou os corações dos soberbos … e exaltou os humildes!» (Lc 1, 46 ss).
A ti, «Mãe do meu Senhor» (Lc 1,43), a mais humilde de todas as criaturas, suplico-te que rogues por mim, para que Deus me conceda a graça  de ser humilde. Livra-me da soberba de me considerar superior aos outros, de desprezar os demais, de querer dominá-los; e de ceder à inveja ou ao desânimo por vê-los melhores do que eu. Preserva-me especialmente da cegueira da ingratidão de me atribuir méritos e valores que não existiriam sem a ajuda divina, sem a graça do Espírito Santo (cf. Jo 15,5).
Faz, minha Mãe, que não me sinta humilhado pelas minhas próprias limitações e misérias; que não fique afundado na vergonha dos fracassos, mas confie em que basta o arrependimento das faltas e a boa vontade de lutar para poder dizer com São Paulo: «Tudo posso naquele que me dá forças» (Fil 4,13).
Eu sei que a humildade mais alegre e eficaz é o espírito de infância espiritual, que teu Filho nos ensinou: «Aquele que se fizer humilde como esta criança será o maior no Reino dos Céus» (Mt 18,4). E … será que existe melhor caminho para nos tornarmos crianças do que saber-nos teus filhos e deixar-nos cuidar por ti?