- O VELHO E A SEDE
Impressionou-me, há tempo, ler uma entrevista do escritor grego Nikos Kazantzaki – autor do Velho Zorba – com um camponês centenário da ilha de Creta. O escritor perguntou-lhe:
– Como lhe aparece agora a sua longa vida, avô?
– Como um copo de água fresca, respondeu o velho.
– E ainda tem sede, avô?
Então o velho cretense, com seus cem anos de idade, crivado de velhos ferimentos, cego, ergueu violentamente o braço e bradou: «Seja maldito quem não tiver mais sede!»
O grito do velho faz pensar, não é? E nós? Que fazemos com a sede profunda que está escondida no centro da nossa alma?
Adaptação de um trecho do livro Procurar, encontrar e amar a Cristo