Exemplos: Aragorn e Eomer

ARAGORN E ÉOMER

Se você já leu O Senhor dos Anéis,  e acompanhou a luta dramática entre o bem e o mal que lá se trava, talvez se lembre das palavras que Aragorn dirigiu a Éomer de Rohan: «O bem e o mal não mudaram desde o ano passado; nem são uma coisa para os elfos e os anões e outra coisa para os homens. É papel do homem discerni-los, tanto na Floresta Dourada como em sua própria casa».

Isso coincide plenamente com o que ensina o Catecismo da Igreja Católica, quando afirma que os Dez Mandamentos constituem o resumo da “lei natural”, ou seja, das normas morais que correspondem à natureza humana, e que a reta razão manifesta à consciência de todos os homens de boa vontade, em todos os tempos e em todos os lugares. «A lei natural é imutável  – diz o Catecismo – e permanente através das variações da história; ela subsiste sob o fluxo das ideias e dos costumes e constitui a base para o seu progresso».

Isso é assim porque os Dez Mandamentos «proíbem o que é contrário ao amor de Deus e do próximo e prescrevem o que lhe é essencial. O Decálogo é uma luz oferecida à consciência de todo homem, para lhe manifestar o chamamento e os caminhos de Deus e protegê-lo do mal».

Não é um conjunto de proibições negativas. É uma grande afirmação do amor, que exige desmascarar o antiamor. Quando dizem “não matarás”, “não roubarás”, “não cometerás adultério”…;,  é porque isso é incompatível com o primeiro e principal mandamento, do qual todos os outros dependem e para o qual se dirigem: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.

 

Adaptação de um trecho do livro Autodomínio: elogio da temperança