Mês de Maria: Novena a Nossa Senhora (6)

SEXTO DIA – MARIA E A ORAÇÃO
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Meditar com São Josemaria
Como enamora a cena da Anunciação! Maria está recolhida em oração…, aplica os seus cinco sentidos e todas as suas potências na conversa com Deus. Na oração conhece a Vontade divina; e com a oração converte-a em vida da sua vida! Não esqueças o exemplo de Nossa Senhora! [Sulco, n. 481].
Nossa Senhora ouve com atenção o que Deus quer, pondera o que não entende, pergunta o que não sabe. Depois entrega-se por completo ao cumprimento da vontade divina: «Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38) [É Cristo que passa, n. 173].
Os discípulos, cheios de fé pelo triunfo de Cristo ressuscitado, e ansiosos ante a promessa do Espírito Santo, querem sentir-se unidos, e vamos encontrá-los «com Maria, a Mãe de Jesus» (At 1,14). A oração dos discípulos acompanha a oração de Maria; era a oração de uma família unida [É Cristo que passa, n. 141].
Sempre que te vejas com o coração seco, sem saber o que dizer, recorre com confiança à Virgem Santíssima. Dize-lhe: Minha Mãe Imaculada intercedei por mim.– Se a invocares com fé, Ela te fará saborear – no meio dessa secura – a proximidade de Deus [Sulco, n. 695].
Maria, Mestra de oração. – Olha como pede a seu Filho em Caná. E como insiste, sem desanimar, com perseverança. – E como consegue. – Aprende [Caminho, n. 502].
Oração
Minha Mãe, Mestra de oração! Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo! Não existiu ninguém no mundo que tenha tido um trato de  intimidade com a Santíssima Trindade maior do que o teu.
Mesmo nos momentos mais duros da vida, em que uma espada de dor te atravessava a alma (cf. Lc 2,35)  – ao dares a luz num estábulo, ao veres o filhinho perseguido de morte por Herodes, ao assistires à agonia de Jesus na Cruz –, o teu diálogo com Deus foi uma oração de entrega amorosa, que te inundou a alma de fortaleza, de luz e de paz: «Maria guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração» (Lc 2,19).
Suplico-te, Mãe, que me dês um grande amor à oração: que me ajudes a rezar com piedade e atenção as orações litúrgicas, o terço e as outras orações e devoções do cristão; e a dedicar todos os dias um tempo determinado à leitura da Bíblia, à meditação,  à conversa espontânea com Deus, contigo, com São José, com os Santos Anjos…
Faz com que a minha oração seja «a autêntica oração dos filhos de Deus, não o palavreado dos hipócritas» (Amigos de Deus, n. 243); que seja realmente uma «hora de intimidades santas e de resoluções firmes» (Sulco, n. 457).
Peço-te que me leves a tornar-me «amigo»  do teu Filho Jesus – «Eu vos chamei amigos» (Jo 15,15) –, especialmente quando o recebo na Comunhão ou quando converso com Ele junto do Sacrário. Que entenda a lógica cristã destas palavras: «Procuras a companhia de amigos que, com a sua conversa e afeto, com o seu convívio, te tornem mais grato o desterro deste mundo…, embora os amigos às vezes atraiçoem. – Mas… como não frequentas cada dia com maior intensidade a companhia, a conversa com o Grande Amigo, que nunca atraiçoa?» (Caminho, n. 88).
Ajuda-me, enfim, a levar a sério estas palavras de Jesus: «É necessário orar sempre sem nunca desistir» (Lc 18,1); e estas outras: «Pedi e vos será dado; procurai e encontrareis; batei e vos abrirão… O Pai do céu dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem» (Lc 11, 9.13).