Mês de Maria: Novena a Nossa Senhora (8)

OITAVO DIA – MARIA E A SANTA PUREZA
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Meditar com São Josemaria
[Façamos] a nossa oração ao nosso Pai, pedindo-lhe que nos conceda a graça de vivermos essa afirmação gozosa que é a virtude cristã da castidade. Pedimo-lo por intercessão de Santa Maria, que é a pureza imaculada [Amigos de Deus, n. 189].
Todos os pecados da tua alma parecem ter-se posto de pé. – Não desanimes. – Pelo contrário, chama por tua Mãe, Santa Maria, com fé e abandono de criança. Ela trará o sossego à tua alma [Caminho, n. 189].
A Virgem Santa Maria, Mãe do Amor Formoso, aquietará o teu coração, quando te fizer sentir que é de carne, se recorres a Ela com confiança [Caminho, n. 504].
Não se pode ter uma vida limpa sem a ajuda divina. Deus quer a nossa humildade, quer que Lhe peçamos a sua ajuda, através da nossa Mãe e sua Mãe. –Tens que dizer a Nossa Senhora, agora mesmo, na solidão acompanhada do teu coração… : – Minha Mãe, este meu pobre coração rebela-se algumas vezes… Mas se tu me ajudas… – E Ela te ajudará… [Forja, n. 315].
Permite-me um conselho, para que o ponhas em prática diariamente. Quando o coração te fizer notar as suas baixas tendências, reza devagar à Virgem Imaculada: Olha-me com compaixão, não me deixes, minha Mãe! – E aconselha-o assim a outros [Sulco, n. 849].
Não sejas tão cego ou tão estouvado que deixes de rezar a Maria Imaculada ao menos uma jaculatória sempre que passes junto de lugares onde sabes que se ofende a Cristo [Caminho, n. 269].
Oração
Minha Mãe castíssima!  Quero aclamar-te, com a Igreja,  como a «Mãe do Amor Formoso», daquele amor que sabe querer bem, dar-se e fazer os outros felizes; ao mesmo tempo que mantém a alma e o coração livres do hedonismo, que só procura o prazer egoísta e as experiências passageiras.
Faz com que nunca coloquemos a idolatria do prazer acima do amor a Deus –e aos seus mandamentos –, nem acima do amor e do respeito à dignidade dos outros, filhos de Deus, criados –no corpo e na alma – à imagem de Deus  (Gên 1,26).
Peço-te que alcances, para muitos, a graça de compreender que a santa pureza não é uma limitação nem uma repressão, mas que «a castidade – a de cada um no seu estado: solteiro, casado, viúvo, sacerdote – é uma triunfante afirmação do amor» (Sulco, n. 831).
Que todos sintamos como dirigidas a nós estas palavras: «A tua castidade não pode limitar-se a evitar a queda, a ocasião… Não pode ser de maneira nenhuma uma negação fria e matemática. – Já percebeste que a castidade é uma virtude e que, como tal, deve crescer e aperfeiçoar-se?» (Forja, n. 91). E que entendamos que esta virtude  é «afirmação decidida de uma vontade enamorada: é uma virtude que mantém a juventude do amor, em qualquer estado de vida» (É Cristo que passa, n. 25).
Mãe puríssima, eu sei que, como diz uma antiga canção, «convém guardar a coisa preciosa». Tu me ajudarás a guardar a santa pureza, sempre nos ajudas! Faz com que nunca me esqueça de que pureza é delicadeza: delicadeza para guardar os olhos e as fantasias; delicadeza para evitar conversas, publicações ou programas imundos que ofendem a Deus; e delicadeza para não brincar levianamente com as tentações.
Que eu me convença de que a castidade – com o auxílio da graça de Deus – pode ser vivida, quando é fortalecida pela oração humilde (“Mãe puríssima, rogai por mim!”), pela recepção frequente da Eucaristia, pelas pequenas mortificações da gula, da curiosidade, da imaginação, da moleza; e pelo recurso pronto e sincero à Confissão, sempre que houver alguma queda.
Então, Virgem Santa, com a tua intercessão materna, viveremos essa virtude não como uma «renúncia, mas como uma afirmação gozosa, uma entrega livre e alegre» (Amigos de Deus, n. 182).